Aprendendo nas crises.

Três meses se passaram e com eles a crise financeira que se estabeleceu logo após o nascimento de Ryan parece ter nos deixado, sei que o Deus soberano, todo poderoso esteve ao meu lado o tempo todo, motivando me a prosseguir. Quando passo por tais crises fico tão triste que não consigo nem falar sobre ela, uma enorme angustia invade minha vida, não consigo pensar em outra coisa que não seja as dividas.

Posso ver uma profunda diferença entre a visão que tenho quando estou dentro do problema da que tenho agora quando o pior já passou. Dentro do problema temos uma visão limitada, sem muitas opções, as soluções parecem sumirem uma a uma, uma solidão me invade, encurralado em meu próprio desespero fico inerte.

É nestas horas que reflito em duas frases:

Primeira;

As estrelas podem ser vistas do fundo de um poço escuro, quando não podem ser discernidas do topo de um monte. Assim também, muitas coisas são aprendidas na adversidade…(Charles H. Spurgeon)


Esta primeira me ensina a aproveitar a adversidade para aprender aquilo que só aprendemos quando as coisas não vão bem, Deus aproveita estes momentos para quebrantar-nos, ensina-nos a dependermos dele.

Segunda;

“Uma masmorra com Cristo é um trono, e um trono sem Cristo é um inferno”
(Martinho Lutero)

Esta me ensina que não importa as aflições que estamos passando, Deus é soberano e esta no controle, se ele esta permitindo que tal coisa aconteça, devemos nos submeter a sua vontade soberana. Isto não significa parar de lutar e viver uma vida omissa, mas aprender a viver um dia após o outro entregando nossa ansiedade aos pés do mestre.

Falar sobre este assunto hoje é fácil, difícil é viver este momento em que o mundo parece desabar sobre sua cabeça, e a vida de uma criança esta só começando e ela é totalmente dependente dos pais e de Deus.

Deus nos de a graça de suportarmos as dificuldade que certamente virão, superando cada obstáculos para glória de Deus.

A ele somente a ele deve ser a glória.

Postagem do dia 21 de Novembro de 2007.

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Coincidência

Coincidência.
Durante minha jornada nesta vida uma brutal coincidência marcou de forma inusitada minha vida, o fato que passo a relatar é trágico e ao mesmo tempo cômico, ainda lembro-me da primeira vez que fui chamado pra ser padrinho de casamento, fiquei muito contente com o convite os jovens nubentes eram meus amigos e a felicidade deles me contagiava.
Não era necessário pensar muito aceitei o convite de imediato, o casamento foi uma grande festa, mas passaram-se alguns meses quase um ano e o casal separou-se.
Um segundo casal de amigos estavam se preparando pra se casar, acho que eu tinha um certo carisma, um magnetismo que atraia este tipo de convite, quando vi eu ia ser padrinho de mais um casamento, infelizmente um desentendimento dissolveu o casamento antes que ele acontecesse.
Diante de uma coincidência deste nível decidi que não seria mais padrinho de casamento de ninguém. Pra não magoar ninguém sempre que era convidado pra ser padrinho de casamento eu procurava contar minhas duas experiências passadas, logo os noivos desistiam ou esqueciam de me confirmar o convite.
Tudo parecia só uma coincidência os anos se passaram e recebi um convite para ser padrinho de casamento de um casal amigo de minha esposa, pedi a minha esposa que conta-se aos noivos minhas duas únicas experiência como padrinho, mas ela achou bobagem e não o fez.
Quando percebi lá estava eu mais uma vez sendo padrinho de casamento novamente outra vez. Para mim tudo bem, ruim mesmo foi pro noivo que viu sua esposa ir embora com outro dois meses depois.
Postagem do dia 13 de outubro de 2007.
Transferido do blog de um servo (blogspot) para este.

Horatio Gates Spafford

Horatio Gates Spafford foi um advogado bem sucedido na cidade de Chicago logo após a guerra civil, professor de jurisprudência medica e diretor de um seminário presbiteriano em 1871. Ele teve cinco filhos um menino e quatro meninas.
Spafford foi um homem muito piedoso, ele tornou-se conhecido pelas tragédias que aconteceram em sua vida, e a maneira com que ele lidou com estas tragédias.
A primeira é a morte de seu filho ainda jovem acometido de pneumonia em 1871, quatro meses depois um terrível incêndio na cidade de Chicago fez com que Spafford perde-se suas propriedades e bens.
Após diversos desgostos a familia Spafford decide fazer uma viagem de navio para se juntar ao Senhor Dwight L Moody na Grã Bretanha em 1873.
Um contratempo no trabalho obrigou Spafford a ficar, sua familia seguiu viagem em um navio cujo nome era “Ville du Havre”, uma expressão francesa cuja tradução pra nossa língua é “Sou feliz”, o navio veio a naufragar no oceano atlântico quando colidiu com outro navio, sua esposa é resgatada e envia um telegrafo pro seu marido “salved alone” (salva sozinha), Sparfford perde neste acidente suas quatro filhas.

Spafford foi ao encontro de sua esposa e pediu ao comandante pra lhe avisar quando estivesse próximo ao local do naufrágio, chegando ali ele escreveu um lindo poema cujo título é “It’s well with my soul” Que significa “esta tudo em paz… tudo firme com a minha alma”.

Certamente você conhece a tradução deste poema que é um hino do cantor cristão cujo título em português é o nome do navio, “Ville du havre”, “sou feliz”.

Em 1881 a familia Spafford mudou-se para Jerusalém onde fundou um lar para órfãos.

Philip Paul bliss, compôs uma melodia para o poema.

Em 1876 Philip viajava de trem com sua esposa para Chicago quando o trem caiu de uma ponte e incendiou-se, Philip morreu afogado no rio na tentativa de salvar sua esposa.

Uma nova estrofe foi encontrada em 1995 e guardada pela neta de Spafford, a tradução da quinta estrofe achada e a seguinte:

Mudando de vida. (Zaquel no século XXI)

A uns seis anos atrás aproximadamente, a empresa onde eu trabalho vendeu um equipamento a um cliente que se propôs paga-lo em um prazo determinado. Vencido o prazo procuramos o cliente com objetivo de receber o valor referente ao equipamento, entretanto ele sempre dizia que não tinha como pagar. Logo seus amigos e vizinhos me orientaram que eu deveria esquecer pois isso era uma pratica muito comum daquele jovem, aceitei a sugestão e esqueci.

Os anos se passaram sempre que nos encontrávamos ele dizia que um dia pagaria, mas com o passar do tempo até isso deixou de acontecer.

A poucos dias atrás ele estava em uma lanchonete e me foi apresentado como membro de um igreja, pensei comigo, será que ele mudou? Espero que sim, disse comigo mesmo, mas devo confessar que de pronto duvidei, pois ele tinha outros problemas no passado, e seria humanamente impossível ele ter largado todas aquelas praticas do passado.

Hoje pela manha ele estava comprando um fio na loja, quando cheguei saudei a todos, entrei, e subi para o escritório, um pouco depois aquele jovem solicitou minha presença, desci para ver o que ele desejava e qual foi minha surpresa, ele disse que reconhecia a divida e que desejava paga-la com juros e correção.

Eu nem sabia o que dizer, já li sobre Zaqueu o publicano que decidiu dar 4 vezes mais a quem ele havia defraudado, sei que essa é a atitude correta, entretanto sei que nestes dias as pessoas adentram a igreja pra obterem vantagens, casos como estes são raros por issso mesmo decidi descreve-lo nestas linhas.

É salvo as devidas proporções, este rapaz é o Zaquel do século XXI.

Glória somente a Deus

Coração quebrantado. (Russel Shedd)